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24 de fevereiro de 2019

começando a existir

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A desesperada necessidade de tornar válida a existência. Esse sentimento que grita dentro de toda a nossa geração, acredito que mais do que em qualquer outra. A sociedade vem nos transmitindo tantos ideais, tantas informações, tudo na velocidade máxima, fazendo com que a vida diária seja sem graça. E é neste momento que corremos ao máximo ou paralisamos totalmente por um momento ou por algo que não existe: o futuro. Há aqueles que procuram em meios alternativos viver o agora. Mas o grande questionamento que sempre reverbera é "qual é o propósito disso tudo?".

Sempre me pego refletindo o quanto a existência individual é frágil e pequena. Quase que insignificante. Ou totalmente desprezível se comparada a grandeza da coletividade, esta que foi e está sendo construída ao decorrer de milênios. Porém a medíocre vida individual tem a capacidade de mudar toda uma coletividade. Vemos isso sendo representado nos grandes representantes dos poderes ou naqueles que por egoísmo se sentem capazes de controlar a vida do outro. E apesar de todas essas influências, tudo pode acabar com um leve sopro do universo.

A grande questão é que estamos aqui. Sendo pequenos e ao mesmo tempo gigantes, com o controle das nossas escolhas e sem o controle de seus resultados. E é o nosso instinto continuar insistindo em procurar um propósito, uma missão ou um caminho. Talvez em algum outro plano isso chegue ao fim ou talvez nós continuamos a pairar na leveza de existir. E no instante presente buscamos a independência em um mundo em que toma o nosso poder de escolha diariamente.

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E é sobre essa constante busca que os filmes "Frances Ha" e "Dançando em Silêncio" retrata lindamente. Onde o erro e o fracasso fazem parte do cotidiano que é mostrado da forma mais simples e real possível. O silêncio faz parte das cenas constantemente com a finalidade de mostrar a solidão que reside internamente e externamente na vida das personagens que caminham pela frustração em busca de seus objetivos de vida. A trilha sonora e a dança ajudam em mostrar que todos esses questionamentos existenciais no final das contas são essenciais para o aprendizado individual.

Chego a conclusão de que a individualidade é muito intimista mesmo, e o que devemos buscar é a melhor maneira de expressá-la para sermos capazes de construir uma coletividade cada vez mais acolhedora. E de fato, nem sempre vamos ter consciência de todas as mudanças e de todos os seus reflexos. O peso de viver faz parte, mas a leveza também deve fazer.

20 de dezembro de 2018

eu vim ao mundo



eu vim ao mundo em posição fetal
feito para se encolher entre os medos
entre as cortinas
entre os risos altos e
o choro abafado
fui feita do barro
pelas mãos do criador
eu rastejei
admirei o mal
cometi pecados e
pedi piedade
fui exposta e
me mostrei
andei por ruas lamacentas e
becos escuros
implorei por amor e
novamente voltei a posição inicial
pedindo aos céus por redenção e
da forma mais inesperada
ganhei o que me faltava:
o sopro da vida
entregue pelas curvas
de uma mulher e
corri
quebrando muros
ultrapassando fronteiras e
desde então corro
em direção às estrelas

2 de julho de 2018

um recado amigo

Imagem: Jay Mantri
nem sempre é fácil fugir dos pensamentos negativos, mas se tente só mais um pouquinho. coloca aquela música animada no lugar de uma triste. beba um suco gelado ou um chá quentinho. ligue para aquela pessoa você não fala há um tempo e que sempre te faz rir. saia para caminhar. nem que seja até a esquina. veja as belezas dos dias nublados e dos dias ensolarados. abra os olhos e observe tudo ao seu redor. cada detalhe. a vida sempre coloca alguma coisinha para nos fazer dar aquele sorrisinho de lado. observe e absorva tudo de positivo nesse mundo. e compartilhe as coisas mais simples com as pessoas que você ama. ou com um estranho na rua. e nunca se esqueça, a vida é um reflexo de nós mesmos. você atrai o que você emana.

17 de junho de 2018

Relaxa, ainda tá cedo

                 
    
Imagem: Jay Mantri

a frase que mais tenho escutado é "relaxa, ainda tá cedo". mas a ansiedade que ainda mora no quarto dos fundos ainda respira. e eu ainda surto. surto quando não sei o que fazer. quando não faço nada que gostaria de ter feito. surto só de pensar no meu futuro e não ter um plano detalhado de vida que inclua onde e quando vou morar em tal local. é o medo que me paralisa. é a necessidade de fazer algo. que na maioria das vezes nem era o meu verdadeiro desejo. dias festivos e viagens ainda me tiram o sono. acordar e não saber o que vou fazer me angustia. não ter um roteiro me paralisa. e eu sigo tentando curar essas feridas. uma dor latente. aconchegante. na maioria do tempo sigo metendo os dedos nelas. observando o sangue descer. sigo a vida curtindo o ato de não fazer nada. curtindo o momento. deixando tudo fluir. mas as vezes a ansiedade abre a porta do quartinho. e não ter controle sobre o futuro te assusta. e esse medo te esmaga. por outro lado você já adquiriu alguns hábitos pra lidar com eles. você escreve. você coloca aquela playlist do spotify. você borda. sai pra correr. toma sol. você vai aprendendo a estar em paz com suas escolhas e com você. mas falta, falta muito. falta a casa com suculentas até o teto. falta a parede cheia de quadros. falta dormir cedo. falta deixar de comer carne. falta a yoga toda semana. falta entender totalmente que a vida é um ciclo. que a vida está em constante movimento. e é insano tentar tomar conta de tudo isso. não há possibilidade. doi. mas passa. tudo passa. e tá tudo bem. 

16 de junho de 2018

O que fazer em dias inúteis?

Imagem: Jay Mantri
dois minutos depois de apertar o botão publicar do outro post me veio uma luz. dias "inúteis" tem lados bons. escreva textos sem nexos igual a esse. bote pra fora o que te angustia. de qualquer forma. escrevendo, dormindo, gritando, chorando. ou apenas fique olhando pro teto e veja como ele pode ser bonito ou feio(depende de você). eu acabei de escrever dois textos que no momento estou achando loucura. mas foi a maneira que achei de liberar um por cento de toda essa tensão e cobrança de ter um dia produtivo. isso me faz perceber o porquê de ter desistido dos outros blogs, em todos cheguei em um momento que eu não conseguia escrever nada que me agradasse, nada "útil" ao meu ver. mas agora eu tenho a consciência que o blog para mim antes de ser um local que quero compartilhar informações, uma maneira de tentar mudar esse caos, ele é um válvula de escape. o blog é sobre mim. é sobre quem eu sou. e no momento eu sou essa confusão. ou "estou" essa confusão.

Um dia inútil

Imagem: Jay Mantri
há quase duas horas estou parada em frente a tela luminosa do computador, abrindo e fechando guias, lendo textos até a metade e criando posts sem final. estou em um daqueles dias nublados onde a ansiedade toma conta do seu corpo e você não consegue terminar uma simples tarefa. quando sua mete gira sem parar querendo fazer todas as coisas do mundo ao mesmo tempo. um labirinto sem fim e cheios de armadilhas. estou na sexta linha deste texto pensando em apaga-lo simplesmente por não me sentir suficiente para fazer nada útil hoje. aceitar que hoje realmente não é um dia útil? ou continuar insistindo? e o que é um dia útil? ouvi dizer que esse sentimento se chama sindrome do impostor: um sentimento que nos faz pensar que somos burros e incompetentes, e que quando conseguimos alcançar nossos objetivos, na verdade estamos enganando as pessoas e um dia seremos descobertos. e na verdade, é basicamente isso que sentimos diariamente. as responsabilidades bate na minha porta todo santo dia. e eu continuo aqui andando em cima de uma corda bamba. e se eu não for capaz para fazer o que eu amo? e se eu estiver enganando as pessoas? ou pior a mim mesma? o que eu amo? o próprio blog é um reflexo disso, acho que esse é o quinto blog que crio e todos os outros abandonei pela metade. tem fases da vida que a gente vê que algumas coisas não fazem mais sentido e deixa de canto. outras fases queremos insistir até a morte. é natural do ser humano. e o pior de tudo é aceitar e admitir que não estamos bem vinte quatro horas por dia. e hoje é um desses dias que não me sinto capaz de assistir um simples vídeo. e a cada minuto que passa me culpo mais por não conseguir fazer nada. estou na décima quinta linha deste texto e não vejo sentido algum nesse texto. mas afinal, alguma coisa faz sentido?

3 de junho de 2018

Quem foi que disse que é preciso ser?

Imagem: Jay Mantri


todo dia
me perguntam
de vez em quando diretamente
sempre indiretamente:
quem eu sou

eis que surge
a ansiedade incontrolável de
achar o mais rápido
uma resposta para esse questionamento
como se isso valesse a vida

me reviro
tentando encontrar em algum
lugar perdido
uma palavra ou até meia
que responda
quem eu sou

procurei em todas as esquinas
noite e dia
li e reli aqueles livros da estantes
fui procurar até
em outros seres
mas nada me diz
quem eu sou

essa pergunta sem resposta
me traz mais dor de cabeça
do que o x da função
e de tanto procurar uma resposta
surge uma pergunta
quem foi que disse que é preciso ser?