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| Imagem: Jay Mantri |
o céu chora lágrimas doces de quem está em prantos por saudades de sua amada. a cidade iluminada em véspera de feriado se alegra ao ver tantas almas vazias e perdidas. em cada esquina um sonho abandonado. a ilusão foi deixada de lado há tempos. a doença de todos é o delírio com as coisas reais. amargo e frio. como o café que não foi tomado pela amante que esperava o seu amado que foi assassinado na esquina. e o cheiro da morte passeia pelo asfalto das cidades. entrando pelas janelas abertas dos mais altos prédios e perturbando o sono do milionário e os sonhos de sua esposa. na periferia ela é recebida como uma velha amiga. já é tão familiar que os moradores nem a sente. por onde passa vai deixando rastros: a melancolia do escritor falido, o dinheiro da prostituta que costumava sonhar, o cigarro do bêbado que perdeu o seu amor, esse escrito fruto de uma amante alucinante.

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